Depois da entrevista de ontem de José Sócrates (em que ele surgiu, tal como no debate quinzenal, com um novo e inusitado ar calmo e controlado), A Esfera tem a honra de apresentar, em primeira mão, a música que fará a banda sonora da campanha da reeleição do Primeiro-Ministro.
O verniz estalou entre Manuela Moura Guedes e Marinho Pinto, no Jornal Nacional desta 6.ª. Pode-se dizer que foi o primeiro grande embate televisivo entre os apoiantes e os opositores ad-hoc da Situação. A propósito, vale a pena ler a análise de António Balbino Caldeira. Aqui fica o vídeo oficial:
Após meses de notícias sobre o DVD em que Charles Smith acusa José Sócrates de ter participado num esquema de corrupção na aprovação do Freeport Alcochete, a TVI resolveu divulgá-lo.
Foi notícia de abertura do Jornal Nacional da TVI. Há uma terceira ponta solta no caso Freeport: em 2005, sem saber que tinha o telefone sob escuta, o director da reserva do estuário do Tejo (que continua em funções) afirmou que José Sócrates tinha recebido luvas na ordem dos 500 mil contos (cerca de 2,5 milhões de euros).
O que dirão agora os conspiracionistas? Que a escuta foi fabricada pela CIA e os documentos de 2005 forjados por um funcionário judicial subornado?
Uma visão do que a humanidade pode atingir dentro de um século. Isto terá alguns exageros: mesmo um leigo como eu percebe que, a par da inteligência artificial e da robótica, se deve esperar que a engenharia genética, a reprodução de tecidos em laboratório e a própria medicina tradicional se desenvolvam e tenham um papel muito importante a desempenhar. Não acredito que, num futuro próximo, a única solução para os problemas de saúde sejam enxertos de pedaços de metal, embora provavelmente seja a mais iminente e se vá tornar necessária para colmatar a ausência de alternativas biológicas (nomeadamente a nível neurológico).
Certo é que estamos prestes a entrar numa nova era de transformação, em que o biológico de facto se fundirá com o artificial, culminando num futuro remoto em que este substitua aquele como base de sustentação da vida humana. E há grandes cientistas a dizer isto mesmo (basta ler o Courrier Internacional – um número no ano passado tratava deste assunto).