Arquivos para a Categoria ‘Vida’

Let’s Twist Again… (Porque sim!)
Março 20, 2009
Transhumanismo
Fevereiro 25, 2009Uma visão do que a humanidade pode atingir dentro de um século. Isto terá alguns exageros: mesmo um leigo como eu percebe que, a par da inteligência artificial e da robótica, se deve esperar que a engenharia genética, a reprodução de tecidos em laboratório e a própria medicina tradicional se desenvolvam e tenham um papel muito importante a desempenhar. Não acredito que, num futuro próximo, a única solução para os problemas de saúde sejam enxertos de pedaços de metal, embora provavelmente seja a mais iminente e se vá tornar necessária para colmatar a ausência de alternativas biológicas (nomeadamente a nível neurológico).
Certo é que estamos prestes a entrar numa nova era de transformação, em que o biológico de facto se fundirá com o artificial, culminando num futuro remoto em que este substitua aquele como base de sustentação da vida humana. E há grandes cientistas a dizer isto mesmo (basta ler o Courrier Internacional – um número no ano passado tratava deste assunto).

Press Room: amar por 73 anos
Fevereiro 15, 2009The Bellingham Herald (via McClatchy) – Bellingham couple’s secret to 73 years of marriage? Kissing each other good night:
If you want to make your marriage last and last and last, then pucker up before you go to bed.
That’s the secret to Clarence and Violet Kenoyer’s 73 years of marriage.
The couple wed on Feb. 8, 1936. He was 20. She was 19. [...]
“Just love each other,” Violet said, as advice for other couples. “Through think and thin, good and bad,” Clarence added. [...]
And if their life hasn’t been filled with excitement, as they like to say, it has been filled with affection that has lasted more than three quarters of a century.
Em suma, o beijo reiterado torna-se apenas numa metonímia para exprimir amor entre estas duas pessoas como causa do sucesso da sua relação, numa simples mas bonita história de vida (a dois).

Sunday Talk: a Saúde do Estado (esboço amador de uma reforma)
Fevereiro 8, 2009Há um ano, o moderado mas impopular Ministro da Saúde, Correia de Campos, foi substituído por Ana Jorge, uma defensora dogmática do monopólio estadual na matéria. No entanto, têm-se avolumado exemplos da insuficiência do Estado para suprir as carências de saúde (desta vez, são os oncologistas que apontam falta de meios e ineficiências no SNS – vide, extractos abaixo). A Ministra, contudo, permanece inflexível perante os factos, tentando contornar a realidade através de esquemas artificiais, como as novas regras para o exercício da medicina no Estado.
E, é claro, tem tentado destruir o pouco que resta de livre concorrência e competitividade no sistema público de saúde – veja-se a tabelação das remunerações das prestações ad-hoc nos hospitais públicos, que está a provocar um êxodo dos melhores profissionais para o crescente sector privado. Mas, apesar desses remendos, a despesa pública não desce, os impostos não baixam e, por isso, à excepção dos mais ricos, as pessoas vêem-se impedidas de optar livremente, ficando à mercê de um cuidado estadual cada vez mais incapaz.
O Serviço Nacional de Saúde está a “rebentar pelas costuras”, as filas de espera adensam-se, as urgências não funcionam. Qual burocrata, a Ministra tapa os olhos e os ouvidos, e segue em frente, fazendo lembrar um governante turco que, há uns anos, durante a epidemia de gripe aviária, apanhou a doença depois de ter comido um frango em público, para provar que tudo estava bem.
Não sei muito sobre política de saúde, mas creio que não é preciso ser-se especialista para se propor um esboço de reforma. Eis o que me vem à cabeça, e que proponho: (1) favorecer o florescimento de sistemas privados, como meio de colmatar as naturais falhas dum monopólio – seja pela atribuição de cheques-saúde, seja pelo aumento das deduções ou reduções fiscais; (2) criar um sistema regulatório forte e garantístico, e único para o SNS e sistemas privados, de modo a assegurar a livre concorrência e a controlar as condições de tratamento; e (3) reformar o SNS, permitindo mais parcerias público-privadas, privatizando as unidades públicas em excesso, e dando total autonomia de gestão às que se mantenham na mão do Estado.
Num segundo momento, quando o sector se tivesse adaptado às regras de mercado, poder-se-ia concluir o processo de liberalização, privatizando as unidades restantes do Serviço Nacional de Saúde. O lucro resultante seria votado à constituição dum fundo com fins solidários, para ajudar a financiar os seguros de saúde dos mais pobres ou dos recusados pelas seguradoras. Ao mesmo tempo, à redução emergente de gastos teria de corresponder um abaixamento fiscal no rendimento das famílias. O Estado poderia até manter o direito constitucional à universalidade da prestação de cuidados de saúde, impondo aos cidadãos o dever de contrair seguro de saúde ou de pagar o correspondente a um seguro-base detido pelo Estado (ou concessionários), e financiando, total ou parcialmente, o seguro dos menores e dos que comprovassem não ter meios para contrair um seguro (com recurso ao tal fundo solidário).
São apenas ideias, não testadas, nem baseadas em qualquer manual de política de saúde que eu tivesse lido (nunca li nenhum). Baseiam-se apenas na constatação de que, perante a incapacidade estadual, o mercado é o melhor meio para satisfazer necessidades, e de que não faz sentido subtrair a saúde ao jogo económico, numa artificial moralidade comprovadamente insustentável.
É possível assegurar o acesso a todos os cidadãos e manter a qualidade da prestação sem se impor um megalítico monopólio estadual, porque a universalidade não se confunde com a nacionalização. E não será difícil ao Estado, mesmo abdicando desse monopólio, continuar a ter uma intervenção solidária, porque, para tal, não é necessário um sacrifício da escolha em nome da burocracia. Mas, para isto tudo, é necessário fazer cair preconceitos que, infelizmente, teimam em dominar a nossa sociedade. Read the rest of this entry ?

Mais uma lição para o Cardeal
Fevereiro 4, 2009A Indonésia também é um país de maioria muçulmana…
The Religious Affairs Ministry said the divorce rate had jumped from an average of 20,000 a year to more than 200,000.
Since the introduction of democratic reforms 10 years ago, authoritarian attitudes are changing.
The BBC correspondent in Jakarta, Lucy Williamson, says it is mainly women who are driving this.

Press Room: Violência Doméstica – homens, mulheres, crianças, … Whatever
Fevereiro 4, 2009Enquanto PS e PSD se perdem em debates sobre o pouco envolvimento de homens ou da sociedade no combate à VD, há pessoas a morrer – literalmente. Não há paciência para assistir a estas tentativas de criar pequenas discordâncias, para daí se obterem dividendos políticos, quando todos concordam nas questões de fundo. Se há áreas onde se devem elevar pactos acima do debate partidário, esta é uma delas. Um conselho aos dois partidos: enfiem o ego num saco por uns momentos, e sejam homens.. e mulheres. Cartão amarelo para ambos.

Momentos Cardeais: Masturbação
Fevereiro 1, 2009[Uma homenagem às cotas]
Este é um conselho que eu dou aos jovens portugueses: cautela com os narcisos! Pensem duas vezes em estimular com a mão… Pensem, pensem muito seriamente. É meter-se num monte de sarilhos, nem o urologista sabem onde é que acabam, hã. Se eu sei que um jovem europeu de formação cristã – às vezes cristã assim assim -, se mexe com uma mão, a primeira vez que vá ao céu é sujeito ao regime dos males cancerígenos… Imagine-se lá! E só é possivel dialogar com quem quer dialogar, não? E, por exemplo, com os nossos irmãos putos o diálogo é muito difícil. Tão-se a dar os primeiros passos, não é? Mas é muito difícil porque eles não admitem sequer que… A verdade deles é a unica e é toda. E portanto, eles querem o sexo.. Estão num país maioritariamente católico, e portanto é uma maneira de – como fazem os lobos na floresta! – de marcar os seus lençóis, não é? E de terem os prazeres que eu lhes respeito, não é? É uma primeira atitude fundamental, é o respeito e um conhecimento! Nós somos muito ignorantes! Nós queremos dialogar com jovens, e ainda não gastámos uma hora da nossa vida a perceber o que é que eles são? Quem é que, em Portugal, já viu os Morangos com Açúcar? E, no entanto, se nós queremos dialogar com jovens, nós temos que saber o bê-a-ba da sua compreensão da vida, da sua fé… Portanto, a primeira coisa é conhecer melhor, respeitar.

Momentos Cardeais – Hormonas
Janeiro 31, 2009Este é um conselho que eu dou às velhas portuguesas: cautela com as hormonas! Pensem duas vezes em injectar-se com hormonas… Pensem, pensem muito seriamente. É meter-se num monte de sarilhos, nem o ginecologista sabem onde é que acabam, hã. Se eu sei que uma velha europeia de formação cristã – às vezes cristã assim assim -, se injecta com hormonas, a primeira vez que vá à menopausa é sujeita ao regime do estriol vaginal… Imagine-se lá! E só é possivel dialogar com quem quer dialogar, não? E, por exemplo, com os nossos irmãos cirurgiões plásticos o diálogo é muito difícil. Tão-se a dar os primeiros passos, não é? Mas é muito difícil porque eles não admitem sequer que… A verdade deles é a unica e é toda. E portanto, eles querem o dinheiro.. Estão num país maioritariamente envelhecido, e portanto é uma maneira de – como fazem os lobos na floresta! – de coser os seus pontos, não é? E de terem os pontos que eu lhes respeito, não é? É uma primeira atitude fundamental, é o respeito e um conhecimento! Nós somos muito ignorantes! Nós queremos dialogar com cirurgiões plásticos, e ainda não gastámos uma hora da nossa vida a perceber o que é que eles são? Quem é que, em Portugal, já leu o Atlas de Anatomia Humana? E, no entanto, se nós queremos dialogar com cirurgiões plásticos, nós temos que saber o bê-a-ba da sua compreensão da vida, da sua fé… Portanto, a primeira coisa é conhecer melhor, respeitar.

Blog Room: Masturbação provoca cancro da próstata
Janeiro 30, 2009É isso mesmo. Um estudo revela que a masturbação pode influir na propensão para o cancro da próstata. Enquanto que nos homens que quando eram jovens praticaram mais vezes o “exercício” a propensão para a doença é maior, nos maiores de 40 a prática parece até ajudar a preveni-la. Só espero que a Comissão Europeia não tenha tido acesso ao estudo…
Researchers at the University of Nottingham have determined that men who masturbate often in their 20s and 30s are far more prone to developing prostate cancer.
The scientists surveyed 800 men and about half of them had suffered from prostate cancer.
The same data could be attributed to gentlemen that got their mack on frequently with the ladies, but the higher sexual activity was generally credited the act of self-love.
Ironically, men over 40 that jerk-off or shag a lot of babes can reduce the risk of prostate cancer.