Arquivos para a Categoria ‘Ambiente’

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Press Room: Parlamento Europeu defende preservação dos cetáceos

Fevereiro 19, 2009

Público:

O Parlamento Europeu aprovou hoje por 626 votos a favor, 12 contra e 19 abstenções um relatório que apoia a manutenção da moratória mundial à actividade baleeira para fins comerciais, de 1986, e a proibição do comércio internacional de produtos derivados destes animais. [...]

Os eurodeputados querem [ainda] que a União Europeia promova “a mais elevada protecção das baleias a nível mundial”, animais ameaçados pela captura acidental em operações de pesca, colisões com embarcações, alterações climáticas e poluição sonora dos oceanos. [...] Read the rest of this entry ?

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Atestado de óbito e Autópsia

Fevereiro 18, 2009

Este Censo levanta duas importantes questões:

1. A degradação dos ecossistemas no Oceano Árctico, que, ao que parece, será definitiva e irremediável. Apesar desta aparente fatalidade, não acho que devamos cruzar os braços: pelo contrário, podemos e devemos tentar minimizar, tanto quanto possível, essa destruição, quer através de uma plataforma ambiental consorciada entre os países do Hemisfério Norte (de modo a reduzir as emissões e a exploração marítima do Árctico), quer pela criação de bancos de espécies (v. g., aquários, centros criogénicos de preservação de ADN – o que, apesar de caro, pode ser feito unilateralmente pela UE).

2. A estranha existência, em ambos os pólos terrestres, de mais de 200 espécies animais, muitas delas “sem ligações conhecidas entre si, o que levanta sérias questões do ponto de vista da evolução“. Enquanto treinador de bancada na matéria, sempre me questionei sobre o sentido da evolução humana, que se desenvolveu, muitas vezes, de formas similares, em diversos pontos do planeta,  também sem aparentes trocas culturais. Estes novos dados vêm solidificar a minha pequena “teoria” de que a evolução não será aleatória, tendo antes um sentido. Ao centro ou um pouco mais à berma, percorremos uma estrada dissimulada mas algo definida; não desbravamos caminho por entre mata selvagem. Isto leva às últimas teorias de Einstein de que, talvez, por entre a aparente relatividade, haja um elo absoluto irredutível – o que, admito, é demasiado especulativo para um leigo como eu (se é que não o é para os especialistas numa ciência física ainda tão embrionária).

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Choupal

Fevereiro 12, 2009

Uma obra pública de traçado, no mínimo, estúpido está para avançar em Coimbra, tecnicamente amputando a mítica mata do Choupal. Não é o mito, mas o ser, que me preocupa. Quem ler este blog facilmente concluirá que não me preocupo muito com a tradição. Sempre que valores de liberdade, justiça ou humanidade se cruzam com os valores históricos, não hesito em defender as soluções que se adequem aos primeiros, mesmo que isso atropele a tradição. Esta é uma das matérias em que não tenho pingo de vergonha em ser extremista. A tradição não deve, não pode, nunca, sobrepôr-se ao presente – ao interesse, ao bem-estar, dos homens do presente.

Não é o facto de o Choupal ter servido de ninho do amor a quem quer que seja, há 100 anos, nem as experiências nele passadas, que me oporia a uma estrada por onde muitas outras experiências futuras e de futuro se farão. Não. O que me preocupa é o Choupal ser um ecosistema vivo, de importância vital para a sustentabilidade da cidade de Coimbra. É o Choupal ser um sítio que importa, no presente, às centenas de pessoas que o utilizam como cenário para os seus amores, desportos, piqueniques. É o Choupal poder ser, no futuro, um local de encontro entre o Homem e a Natureza. É isso que, para mim, está em causa, e que importa.

Nunca fui ao Choupal. Não me faz diferença nenhuma, no meu dia-a-dia, ter ou não ter uma mata, ali ao pé do rio, na saída da cidade. Mas tenho sensibilidade suficiente para reconhecer que há pessoas para quem o Choupal importa, e que há um conjunto de plantas e animais para as quais o Choupal é o Mundo, o seu tudo. Mais do que isso, não tendo nunca ido ao Choupal, sei que ele contribui decisivamente para a minha qualidade de vida, ao interferir directamente no ar que respiro. Read the rest of this entry ?

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Insólitos: Intervenções Divinas

Fevereiro 7, 2009

Alberto João Jardim sugeriu, há dias, que o caso Freeport fora um castigo de Deus a Sócrates, pelo mal que ele teria feito à Madeira. Eu cá acho que a crise que se abateu sobre a Islândia se deve ao reinício da caça à baleia. Deus viu essa monstrusidade (nesta qualificação não há ironia) e, tumba!, dá-lhes uma crise, que é para eles aprenderem a não pôr a ganância acima da compaixão.

Espera-se agora o castigo divino contra o próprio tio Alberto… Será que lhe vai cair um tsunami em cima? É provável que isso não baste para calar o profeta insular. Uma sugestão: já que ele é tão humanista, transforme-se o senhor num homossexual chinês. Aposto que vai adorar ser objecto da chacota que pessoas como ele fazem dos que lhe são diferentes – e que, como tal, se tornam alvo fácil do seu populismo antropófago.

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Coisas da neve (2)

Janeiro 14, 2009

A mediatização da vaga de frio, criticada por alguns, trouxe também à ribalta um assunto que me é muito caro, porque o experienciei na primeira pessoa, ao longo dos vários anos em que fui alunos dos ensinos básico e secundário. Algumas centenas de alunos vieram manifestar-se contra a falta de aquecimento na sua escola, protesto a que se juntaram docentes e funcionários. Trata-se de um mal generalizado: um número infindável de escolas não tem sistemas minimamente aceitáveis de aquecimento, isto num país que se pode classificar como “frio”.

O problema agrava-se quando verificamos que o modelo de construção seguido em inúmeros casos copiou, literalmente, os padrões arquitectónicos seguidos em países tropicais (eu estudei numa escola assim). Ou seja, construíram-se, em Portugal, escolas desenhadas para condições naturais bastante diversas das nossas. Já não sei se isto será verídico, mas conta uma lenda urbana que, num caso, tal foi a ânsia em imitar o ensino com a qualidade dos países nórdicos, que certa escola acabou equipada com cacifos destinados a casacos e equipamentos de ski. É lamentável que o esforço se tenha ficado pelas edificações.

De qualquer forma, apontar culpas às escolhas do passado não basta para melhorar a situação futura. Nesse sentido, a preocupação e os recursos dos dirigentes do Ministério (à falta de maior autonomia nas escolas) talvez devessem deslocar-se, da estética e da burocracia, para a resolução dos problemas que dificultam o bom funcionamento das relações educacionais – e a primeira condição de trabalho é o mínimo conforto.

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Press Room: Mais Alcochete

Janeiro 12, 2009

O Sol desvenda cada vez mais a identidade do suspeito português de corrupção no caso Freeport Alcochete. A notícia desta semana fala num “ministro do Governo de António Guterres“, que estará a ser investigado pelas autoridades britânicas no âmbito do licenciamento do empreendimento, depois de, em Outubro passado, o Jornal se ter referido ao mesmo como “um conhecido político português.

Será o alegado suspeito José Sócrates? É muito provável, até pelo atempado desmentido oficial que surgiu pela mão do próprio PGR (apesar de Pinto Monteiro não ter a contenção que seria desejável pelas funções que ocupa, isto indicia que se trata de uma situação muito delicada). Mas não só: eu lembro que o actual PM era, então, Ministro do Ambiente, e que foi alvo de diversos boatos, e mesmo notícias, nesse sentido.

Aliás, a notícia do Sol de Outubro referia que o projecto fora “viabilizado por decisões do Ministério do Ambiente liderado por José Sócrates, em Março de 2002, nos últimos dias do Governo de António Guterres“. Ora, se o político português visado era então ministro, e o ministério responsável pela autorização da construção era o do ambiente, então o ministro visado será o Ministro do Ambiente – que era José Sócrates (Portal do Governo).

Nota: Vale a pena ler, a propósito, a caixa de comentários da notícia; ver também “Espectro Alcochete volta a assombrar Sócrates“.

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Estaria o Vasco disposto a levar as suas convicções às últimas consequências?

Novembro 15, 2008

Vasco Lobo Xavier, Mar Salgado:

Imagino uma pequena história: um avião despenha-se numa ilha deserta onde não há qualquer tipo de alimentação. Os sobreviventes (um magricelas da Animal, um reco de 120 quilos e grossas pernas para fumar e um enorme e suculento capão de fazer inveja aos de Freamunde) vão ter de se comer. O tipo da Animal sugere que tirem à sorte. Eu torço para que lhe saia a palhinha mais curta.

Suponha agora o Vasco que um bando de alienígenas com uma inteligência igual a, vá, dez vezes a nossa, e um desenvolvimento científico e cultural correspondente, despenha a sua nave a meio de uma viagem intergaláctica, num planeta “deserto”, e que tem de decidir como vão tratar os “animais”, e quem o vai fazer, porque a colonização que se avizinha será longa (já que os sistemas de comunicação foram ao ar). Entre os sobreviventes do acidente está um reputado defensor dos animais no seu planeta, mas também um famoso orador que partilha inteiramente do pensamento do Vasco Lobo Xavier na matéria, segundo o qual os animais são umas “coisas”, e que só têm utilidade enquanto instrumentos ao serviço do prazer da espécie maior, sem direito a qualquer tratamento minimamente digno.

Quem prefere que ganhe o debate? O que defende que as espécies menores sejam respeitadas, ou o que diz que vale tudo porque, afinal, são todos (humanos incluídos) uns meros animais selvagens que só existem para servir a espécie “inteligente”?

O facto de sermos mais inteligentes e de termos dominado o planeta não nos deve permitir fazer aquilo que bem entendamos com as outras espécies animais, ou a suprema justiça da sorte ainda nos pode cair em cima, virando o feitiço contra o feiticeiro – o que, a crer na equação elaborada por alguns dos maiores cientistas do séc. XX, sobre inteligência extraterrestre, não é tão difícil de acontecer quanto isso.

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Um exemplo do quão surreal pode ser um post

Novembro 8, 2008

Diz Rui Carmo:

Há uma legião de alucinados que prefere defender os inexistentes direitos dos animais aos das pessoas mas o que se passa na Tanzânia (e noutros países de África) escapa a qualquer adjectivação.

Eu sinceramente não percebo o que é que os direitos dos animais têm a ver com os homicídios de albinos para venda de partes dos seus corpos (é isso que se passa na Tanzânia). A não ser que se considere que os albinos não são humanos…

Já agora, quero falar das insinuações da primeira oração do post. Ao que parece, sou membro de uma “legião” que desconheço. Lembro ao Rui Carmo que a defesa de uma ideia de tratamento digno às outras espécies animais (sobretudo as mais inteligentes) é uma concepção ideológica (e científica – há constitucionalistas que o defendem), não uma “alucinação”. Depois, desfaça-se uma falácia que o autor cria: os “direitos das pessoas” não se opõem à potencial existência de direitos dos animais – dizer aquilo é uma tentativa de marginalizar os defensores dos animais com base num argumento ilógico e enganador.

Tudo isto vindo de alguém que se diz “liberal”. Ora ser liberal não é justamente respeitar a individualidade e a diferença de cada um, nomeadamente quanto à liberdade de pensamento? É certo que respeitar as ideias do outro não significa abnegação, nem perda de vitalidade no carácter atacante da argumentação.  Mas chamar alguém que defende uma opinião contrária “alucinado” não é propriamente debater com “liberdade” e franqueza. É cair no insulto e na provocação.

Nota: Uma pergunta retórica. Se vivêssemos no séc. XIX, Rui Carmo colocar-se-ia ao lado dos libertadores de escravos (vistos, à época, como animais), ou dos que os chamavam “uns alucinados”?

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Blog/Press Room: espectro Alcochete volta a assombrar Sócrates

Outubro 5, 2008

Depois de, na campanha para as Legislativas de 2005, terem vindo a público documentos que supostamente punham em causa a autorização para a construção do Outlet Freeport em Alcochete, pelo ex-Ministro do Ambiente José Sócrates, e que motivaram a condenação do inspector da PJ que terá libertado esses documentos, novas informações chegam pela polícia britânica, apontando para irregularidades e desvios de dinheiro. As suspeitas envolvem membros da família real britânica e “um conhecido político português“. As novas notícias surgem em vários jornais, que colocam subtilmente referências a José Sócrates, na notícia ou em caixa de texto anexa. Para quem se interroga sobre quem será o estadista que os jornais preferem não referir, será isto uma pista?

Sol, via Livresco’s Weblog (atenção ao sublinhado):

Esta semana, a polícia inglesa já enviou um conjunto de informações bancárias sobre as pessoas que estão a ser investigadas no inquérito instaurado em 2005 pelo Ministério Público (MP) do Montijo, por suspeitas de corrupção e participação económica em negócio. Segundo o SOL apurou, quando há cerca de dois meses fizeram a proposta de investigação conjunta, os ingleses transmitiram que têm indícios do envolvimento de um político português no caso.

Investimentos da família real em causa

Do lado inglês, estão em jogo milhões de libras da família real britânica que tinha participações no fundo de investimento accionista do Freeport.

Já o inquérito português tem por objectivo investigar a construção do Freeport de Alcochete (o maior outlet da Europa, com 75 mil metros quadrados) em Zona de Protecção Especial (ZPE) do estuário do Tejo – projecto viabilizado por decisões do Ministério do Ambiente liderado por José Sócrates, em Março de 2002, nos últimos dias do Governo de António Guterres.

Ver, também, CM (versão impressa). Alguns blogs começam timidamente a especular sobre a possibilidade de o político referido ser, efectivamente, o actual Primeiro-ministro.

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Press Room: Skinned alive

Agosto 19, 2008

Para lá dos Jogos, o terror chinês estende-se também aos animais:

When undercover investigators made their way onto Chinese fur farms recently, they found that many animals are still alive and struggling desperately when workers flip them onto their backs or hang them up by their legs or tails to skin them. When workers on these farms begin to cut the skin and fur from an animal’s leg, the free limbs kick and writhe. Workers stomp on the necks and heads of animals who struggle too hard to allow a clean cut. When the fur is finally peeled off over the animals’ heads, their naked, bloody bodies are thrown onto a pile of those who have gone before them. Some are still alive, breathing in ragged gasps and blinking slowly. Some of the animals’ hearts are still beating five to 10 minutes after they are skinned.

[...]

Undercover investigators from Swiss Animal Protection/EAST International recently toured fur farms in China’s Hebei Province, and it quickly became clear why outsiders are banned from visiting. There are no regulations governing fur farms in China—farmers can house and slaughter animals however they see fit—meaning miserable lives and excruciating deaths. The investigators found horrors beyond their worst imaginings and concluded, “Conditions on Chinese fur farms make a mockery of the most elementary animal welfare standards. In their lives and their unspeakable deaths, these animals have been denied even the simplest acts of kindness.”

[...]

Mother animals, who are driven crazy from rough handling and intense confinement and have nowhere to hide while giving birth, often kill their babies after delivering litters. Disease and injuries are widespread, and animals suffering from anxiety-induced psychosis chew on their own limbs and throw themselves repeatedly against the cage bars.

Peta TV