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Não o diria de melhor forma: balanço de um Governo (mais ou menos)

Julho 1, 2009

Paulo Pinto Mascarenhas faz o melhor retrato possível de algo que já é há muito notório: que as reformas deste governo são nada, que Sócrates ideologicamente navega conforme a maré, que esta legislatura fica marcada por meias medidas, um projecto de intenções gastador (vulgo, obras públicas), umas questões simbólicas e programas mal-feitos. É um Governo cujo principal objectivo não está em salvar o barco, mas em ir tirando alguma água que vá entrando, tapando alguns buracos, ou pintando o casco (mas sempre da mesma cor). É um Governo mais ou menos.

É um governo de um partido mais ou menos socialista, mais ou menos reformista, mais ou menos liberal que quer alcançar uma nova maioria mais ou menos absoluta. As suas reformas foram mais ou menos: ficaram no papel, a começar pela avaliação dos professores, que seria mas nem sequer foi uma avaliação mais ou menos. Os seus projectos são mais ou menos: o TGV ficou-se pelos carris, num comboio que se espera possa vir um dia a ser de mais ou menos velocidade – e agora ficámos também a saber que o novo aeroporto foi mais ou menos adiado para a próxima legislatura. O TGV e o aeroporto que eram desígnios nacionais ficam a ver navios, mais ou menos como se nunca tivessem existido. Quatro anos depois, o país ficou mais ou menos adiado.