Arquivos para a Categoria ‘Fait-divers’

h1

Passo a palavra

Março 9, 2009

Agradeço ao Tiago Loureiro o convite para participar nesta espécie de corrente, em que quem tem a “batata quente” deve dirigir-se ao livro mais próximo (ou fingir que não viu o livro mais próximo – foi o que me aconteceu porque o livro mais próximo não era meu e falava de psicologia), em seguida abri-lo na página 161 (não me perguntem porquê) e encontrar a 5.ª frase completa, transcrevendo-a. Depois, é escolher cinco pessoas e passar a “batata”. Eis o que vem no meu livro mais à mão:

Mas, caso sejamos parte de um multiverso, então o nosso universo poderá ter propriedades que estão fora do alcance da explicação científica tradicional.

Brian Greene, “O Multiverso“, in Grandes Ideias Perigosas (coord. John Brockman, Edições Tinta da China).

Tenho então de escolher cinco pessoas para passar a corrente. Não podendo colocar todos os que gostaria, aqui vai: duas das revelações de 2008, Nuno GouveiaMaria João Marques, um dos meus bloggers-referência Pedro Magalhães, e os meus ex-colegas e conterrâneos Pedro Fernandes Martins e José Miguel Iglésias. Fico à espera que sigam o repto.

h1

Press Room: amar por 73 anos

Fevereiro 15, 2009

The Bellingham Herald (via McClatchy) – Bellingham couple’s secret to 73 years of marriage? Kissing each other good night:

If you want to make your marriage last and last and last, then pucker up before you go to bed.

That’s the secret to Clarence and Violet Kenoyer’s 73 years of marriage.

The couple wed on Feb. 8, 1936. He was 20. She was 19. [...]

“Just love each other,” Violet said, as advice for other couples. “Through think and thin, good and bad,” Clarence added. [...]

And if their life hasn’t been filled with excitement, as they like to say, it has been filled with affection that has lasted more than three quarters of a century.

Em suma, o beijo reiterado torna-se apenas numa metonímia para exprimir amor entre estas duas pessoas como causa do sucesso da sua relação, numa simples mas bonita história de vida (a dois).

h1

Pequenas peripécias de uma curta viagem

Fevereiro 12, 2009

Uma curta viagem pode ser repleta de insólitos. Há dias assim.

Quando ontem saí de casa em Coimbra e apanhei o táxi rumo à estação (Coimbra-A, como é hábito), julguei que as minhas pequenas aventuras desse dia se ficariam pela correria de arrumar a mala e a mochila do PC e dos livros, e dirigir-me apressadamente ao mini-mercado mais próximo, o melhor ponto de referência para indicar à central de táxis. Como costumo esquecer-me do nome da rua onde vivo, o que é um pouco embaraçoso (aliás, neste momento não sei o nome da minha rua), indico sempre o Ulmar, assim se chama o estabelecimento, para aí me encontrar com aqueles veículos pretos e verdes, às vezes num horrível bege (detesto os táxis dessa cor), enfiar a mala na bagageira, e seguir para a parte da frente, umas vezes junto ao motorista, outras à burguês, no banco de trás. Afonso Henriques, chama-se a rua do Ulmar – sei-o porque a telefonista dos táxis mo disse, para confirmar o local, a que eu anuí rapidamente. Read the rest of this entry ?

h1

Press Room: O segredo de Suzanne Somers

Janeiro 31, 2009

Fox News - Suzanne Somers’ Secret? Vaginal Hormone Injections and 60 Pills a Day:

On an appearance Thursday on “Oprah,” Somers, 62, invited cameras into her home to watch her daily routine of hormone injections and supplement popping.

She begins with rubbing a syringe of estrogen on one arm, every day. For two weeks out of the month, she rubs progesterone on the other.

After that, she injects estriol vaginally, which she graciously spared the audience from watching.

But it doesn’t end there.

She can’t start her day without taking 40 pills, 15 of which she downs in a thick, yellow smoothie her husband makes for her (she says it’s the secret to their marriage!). Then she ends her day with an additional 20 pills at night before bed. [...]

Não perca, dentro em breve, neste blog, um Momento Cardeal dedicado a Suzanne Somers, com cumprimentos policárpicos.

h1

Blog Room: relatório da OCDE ou não, eis a questão

Janeiro 28, 2009

No debate quinzenal, levantou-se uma questão sobre um suposto relatório da OCDE sobre a educação em Portugal, que afinal não tinha sido elaborado pela organização, tendo tão-só contado com a participação de uma técnica que aí trabalha. No entanto, na altura, a comunicação social noticiou a informação equivocada. No debate, o PM garantiu nunca ter afirmado que se tratava de um documento emitido pela OCDE. Pedro Sales (Arrastão, via twitter) traz alguns dados que parecem indicar que o Governo foi, de facto, o responsável pelo engano dos media. Se se tratou de mero lapso posteriormente encoberto ou de má-fé intencional, fica à discrição intepretativa do leitor.

h1

Press Room: Fidel já tem substituto

Janeiro 20, 2009

O francês Lluis Colet, de 62 anos, bateu no este sábado, em Perpignan (França), o recorde mundial do discurso mais longo, ao falar, sem interrupções, durante 124 horas, isto é, durante mais de cinco dias, noticia a «Globo».

IOL Diário

O indivíduo tinha de ser funcionário público.

h1

Blog Room: um exemplo concreto…

Dezembro 16, 2008

João Miranda, Blasfémias:

Ontem, numa conferência de imprensa, um jornalista atirou com os sapatos a George Bush. Não é um comportamento adequado para um jornalista numa conferência de imprensa. Estava à espera de ver este jornalista criticado no “Sobe e desce” do Público. Mas não. quem lá está (a descer) é o alvo do sapato. Para o Público, atirar sapatos não é criticável. Criticável é levar com eles. Apesar de tudo, esperemos que os jornalistas do Público não adoptem esta prática nas conferências de imprensa em que participam.

h1

O que se passa na linha do Tua? (3)

Outubro 31, 2008

Volvidos dois meses, a resposta a esta pergunta parece ter aparecido.

h1

Ideologia e Carácter

Outubro 14, 2008

Apoiei Pedro Passos Coelho à presidência do PSD por considerar o seu ideário muito semelhante ao meu. Apesar de algumas reticências quanto a alguns “acompanhantes” do candidato derrotado, vi nele um novo espírito, uma lufada de ar fresco no conservadorismo a que o PSD se tinha renegado. E o liberalismo económico e social propagandeado não me podia ficar indiferente.

Quando ele perdeu as eleições directas para a liderança do PSD, foi garantido que o seu grupo não iria fazer uma política de guerrilha contra a líder eleita. A escolha dos social-democratas seria respeitada, e MFL apoiada como candidata a PM, embora se reservasse o direito de fazer reparos a determinados aspectos, sobretudo ideológicos, em que houvesse divergências com a nova liderança social-democrata.

Logo após Ferreira Leite ter assumido funções, Passos Coelho apontou o que via como falhas da nova líder, e anunciou a criação de um think tank de apoio, a longo prazo, às suas ideias – mantendo a sua palavra. Qualquer militante do PSD, sobretudo com aspirações a Presidente, tem o direito, se não o dever, de se precaver e preparar as suas aspirações, numa construção de um projecto. Não podemos ficar reféns da ditadura do pensamento único no interior dos partidos, sob pena de se esvaziar a política nacional de conteúdo.

Porém, a crítica a MFL não se ficou pelos reparos. Pelo contrário, Passos Coelho e os seus apoiantes intensificaram os ataques – nada ideológicos. De tal forma que passou a estar em causa, não a preparação de uma alternativa a longo prazo, mas a ascensão política a curto prazo, ainda que à custa da destruição da liderança actual.

Tudo passou a servir para atacar a liderança. Hoje, o DN noticiava que o Passismo apontava espingardas à líder por ela ter atacado plano Sócrates para combater a crise. Ou seja, Passos Coelho saiu em defesa do Primeiro-Ministro, a menos de um ano de eleições. Isto depois de os blogues de apoio ao ex-candidato terem passado semanas criticando o “silêncio” de Ferreira Leite. Quando ela não falava, devia falar. Quando ela falou, devia ter ficado calada. Onde está a coerência disto?

Para cúmulo, Passos Coelho chega a defender um grande consenso em torno das questões económicas, como se não fosse ele o candidato que mais defendeu a ruptura com as concepções económicas dominantes em Portugal – ele que se apresentava como o candidato contra o bloco central. E, ao fazê-lo, Passos Coelho dá aval à política intervencionista que ele próprio criticava e vilipediava. Em que pé ficamos, sr. Passos Coelho? Ou o liberalismo não passou de mais um “truque” para dar a falsa ideia de mudança à sua candidatura?

Tal como as pessoas comuns, alguns políticos têm mais carácter do que outros. Os que têm carácter, sabem frear a sua ambição e os seus interesses pessoais em nome do que é correcto, e, no mínimo, em nome do respeito por alguns valores, por menores que eles sejam. Hoje cheguei à conclusão de que Pedro Passos Coelho talvez não faça parte desse limitado rol de políticos. Foi uma boa desilusão: assim não tenho de a encarar noutras circunstâncias.

h1

Q & A (3)

Outubro 4, 2008

É a esquerda, estúpido!

A esquerda, cobardemente, continua a não pensar, a não agir, a não arriscar um passo. Onde está a esquerda?

José Saramago, via Correio da Manhã.