O Público de sexta-feira relatava as queixas de Francisco George sobre a baixa adesão das grávidas à vacina do H1N1 comprada pelo Estado português, “Pandemrix”. George veio dizer que a comunicação social tinha lançado ”notícias alarmistas de casos de morte fetal tardia, que, aliás, não tinham nenhuma relação com a vacina” (o jornal depois contradita a “nenhuma relação”, porque os estudos feitos indicam “relação altamente improvável”).
Francisco George não se queixou de “notícias alarmistas” sobre a própria doença, que quase trouxeram um pânico colectivo, levando à transformação do ministério da saúde num “ministério da gripe A” e à compra apressada de vacinas proibidas noutros países. O director-geral da saúde, que assusta as pessoas para “vender” a vacina, vem, sim, queixar-se do “alarmismo” da comunicação social que afecta esse seu marketing pró-vacinação.

