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Directas, já!

Julho 11, 2009

Acompanho a posição do Carlos Abreu Amorim de que os candidatos às diversas eleições devem passar a ser escolhidos por escrutínio interno e não num bureau pós-comunista. No entanto, criticar as opções feitas naturalmente segundo o modelo em vigor é inútil. As lideranças partidárias, tendo o poder absoluto de escolher candidatos, fá-lo-ão sempre de acordo com aquilo que considerarem ser o melhor, no seu interesse. Se Manuela Ferreira Leite vê que o melhor para a afirmação da sua liderança é escolher, como candidatos à AR, pessoas fiéis, tendo o poder absoluto de escolher candidatos, é óbvio que será isso que ela fará. Era o que eu faria, e suponho que o CAA também (mesmo que não o admita).

Pelo que a solução para este problema não é pedir ao viciado que se cure por artes mágicas, mas criar-lhe um clima de abstinência. A melhor forma de garantir o pluralismo e a descentralização é exactamente descentralizar, é retirar poder às direcções partidárias. Como? Através da revisão dos Estatutos internos. Portanto, deve-se pressionar os partidos a alterarem a sua orgânica, de modo a que os candidatos sejam eleitos internamente (e pelos simpatizantes). Até lá, não há outra hipótese: as direcções continuarão a agir no seu interesse, seja ele colaborar com a oposição interna ou não.

Ler, a propósito, a segunda nota inicial deste post.

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