
Freeportgate: duas pontas soltas
Fevereiro 19, 2009José Sócrates tem sabido desenvencilhar-se bem das acusações de corrupção no âmbito do procedimento de conclusão da Declaração de Impacto Ambiental que autorizou a construção do outlet de Alcochete.
Apesar de tudo à sua volta arrastar uma névoa sombria de suspeição, com a ajuda de um exército de spin doctors, Sócrates tem conseguido andar por entre a chuva sem se molhar – parecendo, no máximo, um bondoso trapalhão de pouca sorte, contra quem todos os poderes do universo se viraram, numa das maiores cabalas da História mundial. A mensagem “passou”: todos os episódios estranhos têm explicação; não passam de infelizes coincidências, aproveitadas por forças obscuras numa campanha negra e de insídia contra o chefe do executivo; não há provas – logo, Sócrates é inocente.
É certo que, como disse Ricardo Costa, apenas encontrando o paradeiro dos 4 milhões de euros (?) desaparecidos se poderia chegar a conclusões para lá de qualquer dúvida. E também parece certo que as autoridades não conseguirão efectuar essa localização. No entanto, há um indício que não pode ser esquecido: dois responsáveis afirmaram, em momentos diferentes, ter subornado o actual Primeiro-Ministro. Existem provas dessas afirmações. Isto, José Sócrates e o seu séquito de seguidores não podem apagar (Jornal da Noite, SIC):
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