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Freeportgate: a estranha racionalidade do MP

Janeiro 31, 2009

Esta notícia permite tirar três conclusões:

1. Se não fosse a polícia britânica, as autoridades portuguesas teriam negligenciado evidências, e o caso cairia no esquecimento;

2. A recusa de Cândida Almeida em formar uma equipa conjunta PT/RU, que ela justificou com a morosidade que isso acarretaria, torna a actuação do Ministério Público ainda mais estranha;

3. Há uma força dentro da PGR que não deixou o caso cair no esquecimento, servindo de fonte à comunicação social. Resta saber se se trata de uma “pequena força“, contrária aos interesses maiores da instituição, ou da própria “mainstream“, que teria, então, agido de forma contraditória – o que só seria explicável como uma maneira de justificar publicamente a investigação, ao mesmo tempo que se tentaria transmitir ao poder político a ideia contrária.

5 comments

  1. [...] também: a estranha racionalidade do MP e Irmãos [...]


  2. Uma pergunta: – se o sr.PM abrisse o jogo e se prontificasse a mostrar vontade em esclarecer toda esta desconfiança à sua volta,se se prontificasse a contar o que sabe, o ruído não seria menor? Naturalmente estaríamos muito mais calmos para decidir o nosso voto,seria bom para ele e para nós, o povinho, que anda baralhado. Penso que o problema é fácil e resume-se: “quem não deve não teme”


  3. [...] Freeportgate: “quem não deve, não teme” Abril 7, 2009 Maria Santana fez aqui um comentário muito interessante a um post meu: Uma pergunta: – se o sr.PM abrisse o jogo e se [...]


  4. A questão que coloca é muito interessante. De facto, pode haver qualquer coisa que ainda não seja do conhecimento público e, mesmo que não prove a culpa de Sócrates, constitua algo que ele não quer que se saiba, por aumentar as suspeições – sem ter, porém, a coragem de o negar, devido à possibilidade de ser desmentido pela vinda dessa informação a público.

    Devido à pertinência, abordei esse assunto num post, para o qual remeto (o link está no “pingback” em cima deste comentário).

    Cumprimentos


    • Peço-lhe imensa desculpa. O seu comentário foi parar à caixa de spam. Como isso acontece às vezes, fui agora dar uma olhadela e vi que estava lá. Cumprimentos.



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