Arquivo de Janeiro, 2009

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Blog Room: Bondoso trapalhão

Janeiro 31, 2009

Jorge C., Entre Deus e o Diabo:

Acreditando que José Sócrates é um homem íntegro e que nunca seria suficientemente estúpido para se candidatar a primeiro-ministro com um passado recente escabroso, só me resta acreditar que Sócrates é um desajeitado e que todas as peripécias em que é envolvido nascem do seu lado de trapalhão natural, ou de um azarado distraído como era o caso do Sr. Hulot. É que, realmente, começa a ser muita trapalhada e isto não pode ser só má vontade dos outros senhores.

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Freeportgate: o papel de Cavaco

Janeiro 31, 2009

Miguel Morgado, Cachimbo de Magritte:

Como previ há umas semanas num programa de rádio a propósito do episódio do estatuto dos Açores, Sócrates e os seus sequazes não poderiam cantar vitória durante muito tempo. Era óbvio para toda a gente que o ano de 2009 colocaria a faca e o queijo na mão de Cavaco. Só não era óbvio que o fizesse tão depressa, e que deixasse Sócrates completamente à mercê do PR.

Tecnicamente, com o escândalo Freeport, o poder não poderá não ficar com Cavaco, mas nos eleitores. Se a contestação surgir, o PR não terá muitas opções. E, mesmo que não surja, Cavaco pode ficar numa encruzilhada.

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Momentos Cardeais – Hormonas

Janeiro 31, 2009

Este é um conselho que eu dou às velhas portuguesas: cautela com as hormonas! Pensem duas vezes em injectar-se com hormonas… Pensem, pensem muito seriamente. É meter-se num monte de sarilhos, nem o ginecologista sabem onde é que acabam, hã. Se eu sei que uma velha europeia de formação cristã – às vezes cristã assim assim -, se injecta com hormonas, a primeira vez que vá à menopausa é sujeita ao regime do estriol vaginal… Imagine-se lá! E só é possivel dialogar com quem quer dialogar, não? E, por exemplo, com os nossos irmãos cirurgiões plásticos o diálogo é muito difícil. Tão-se a dar os primeiros passos, não é? Mas é muito difícil porque eles não admitem sequer que… A verdade deles é a unica e é toda. E portanto, eles querem o dinheiro.. Estão num país maioritariamente envelhecido, e portanto é uma maneira de – como fazem os lobos na floresta! – de coser os seus pontos, não é? E de terem os pontos que eu lhes respeito, não é? É uma primeira atitude fundamental, é o respeito e um conhecimento! Nós somos muito ignorantes! Nós queremos dialogar com cirurgiões plásticos, e ainda não gastámos uma hora da nossa vida a perceber o que é que eles são? Quem é que, em Portugal, já leu o Atlas de Anatomia Humana? E, no entanto, se nós queremos dialogar com cirurgiões plásticos, nós temos que saber o bê-a-ba da sua compreensão da vida, da sua fé… Portanto, a primeira coisa é conhecer melhor, respeitar.

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Press Room: O segredo de Suzanne Somers

Janeiro 31, 2009

Fox News - Suzanne Somers’ Secret? Vaginal Hormone Injections and 60 Pills a Day:

On an appearance Thursday on “Oprah,” Somers, 62, invited cameras into her home to watch her daily routine of hormone injections and supplement popping.

She begins with rubbing a syringe of estrogen on one arm, every day. For two weeks out of the month, she rubs progesterone on the other.

After that, she injects estriol vaginally, which she graciously spared the audience from watching.

But it doesn’t end there.

She can’t start her day without taking 40 pills, 15 of which she downs in a thick, yellow smoothie her husband makes for her (she says it’s the secret to their marriage!). Then she ends her day with an additional 20 pills at night before bed. [...]

Não perca, dentro em breve, neste blog, um Momento Cardeal dedicado a Suzanne Somers, com cumprimentos policárpicos.

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Momentos Cardeais: Prólogo

Janeiro 31, 2009

Inicia-se, aqui, um espaço politicamente incorrecto, que pretende dar bons conselhos de uma forma estúpida e desacertada. Os fait-divers insólitos da actualidade passarão por aqui, sempre partindo do discurso original do Cardeal-Patriarca D. José Policarpo, com alguns arranjos ao tema em debate. Porque os melhores discursos e os momentos mais brilhantes da nossa sociedade merecem ser copiados, plagiados, usurados… enfim, tratados como merecem.

Para começar, nada melhor do que as palavras originais do próprio Cardeal:

Este é um conselho que eu dou às jovens portuguesas: cautela com os amores! Pensem duas vezes em casar com um muçulmano… Pensem, pensem muito seriamente. É meter-se num monte de sarilhos, nem Allah sabem onde é que acabam, hã. Se eu sei que uma jovem europeia de formação cristã – às vezes cristã assim assim -, se casa com um muçulmano, a primeira vez que vá ao país deles é sujeita ao regime das mulheres muçulmanas… Imagine-se lá! E só é possivel dialogar com quem quer dialogar, não? E, por exemplo, com os nossos irmãos muçulmanos o diálogo é muito difícil. Tão-se a dar os primeiros passos, não é? Mas é muito difícil porque eles não admitem sequer que… A verdade deles é a unica e é toda. E portanto, eles querem o diálogo.. Estão num país maioritariamente católico, e portanto é uma maneira de – como fazem os lobos na floresta! – de marcar os seus passos, não é? E de terem os passos que eu lhes respeito, não é? É uma primeira atitude fundamental, é o respeito e um conhecimento! Nós somos muito ignorantes! Nós queremos dialogar com muçulmanos, e ainda não gastámos uma hora da nossa vida a perceber o que é que eles são? Quem é que, em Portugal, já leu o Alcorão? E, no entanto, se nós queremos dialogar com muçulmanos, nós temos que saber o bê-a-ba da sua compreensão da vida, da sua fé… Portanto, a primeira coisa é conhecer melhor, respeitar.

Trascrição segundo o vídeo disponibilizado no Público online.

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Freeportgate: a estranha racionalidade do MP

Janeiro 31, 2009

Esta notícia permite tirar três conclusões:

1. Se não fosse a polícia britânica, as autoridades portuguesas teriam negligenciado evidências, e o caso cairia no esquecimento;

2. A recusa de Cândida Almeida em formar uma equipa conjunta PT/RU, que ela justificou com a morosidade que isso acarretaria, torna a actuação do Ministério Público ainda mais estranha;

3. Há uma força dentro da PGR que não deixou o caso cair no esquecimento, servindo de fonte à comunicação social. Resta saber se se trata de uma “pequena força“, contrária aos interesses maiores da instituição, ou da própria “mainstream“, que teria, então, agido de forma contraditória – o que só seria explicável como uma maneira de justificar publicamente a investigação, ao mesmo tempo que se tentaria transmitir ao poder político a ideia contrária.

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Freeportgate: a Lição

Janeiro 31, 2009

Há suspeitas muito graves em torno da actuação da Procuradoria neste processo, e que começam a ganhar forma, com os dados recentemente vindos a público. Tudo isto vem comprovar que o nosso sistema de investigação não funciona – e com isto não quero dizer, como alguns, que se deva dificultar a investigação quando se trate de figuras de Estado, bem como a liberdade jornalística (como tem vindo a ocorrer), numa tentativa de criar uma falsa aparência de lisura na conduta política (com crimes varridos para debaixo do tapete).

Deve fortalecer-se a independência das instituições judiciais, e atribuir-lhes mais meios para investigar. Mas, ao mesmo tempo, há que permitir um controlo público dessas instituições, não através dos políticos (parte interessada), mas da liberdade de imprensa, e do consequente afastamento da arcaica figura do segredo de justiça, propensa, a pretexto de uma duvidosa salvaguarda da investigação, a esquemas impunes de corrupção sobre as entidades de investigação e magistratura. E, onde há impunidade, o pior comportamento humano tende a prevalecer – mesmo que se trate de juízes e polícias minuciosamente escolhidos.

Se há uma coisa que este caso “Freeportgate” mostra, é que a actual promiscuidade entre magistrados e políticos, e o controlo das polícias por estes, facilita calar investigações e permite proteger alguns ‘homens-bons’ da República.

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Freeportgate News Alert: Assessora da S&P alegou luvas para Sócrates

Janeiro 31, 2009

O Correio da Manhã avança que, em 2004, uma assessora de Manuel Pedro (Smith & Pedro) afirmou à Polícia Judiciária ter ouvido uma conversa em que este referia comissões de 400 mil euros para José Sócrates (via tweet de Ricardo Vilhena):

Manuel Pedro disse a João Cabral que ‘tinham de se desenrascar’ porque ‘o Sócrates já tinha os 400 mil’. Falaram depois de 100 mil euros que a testemunha garante não saber a quem se destinavam. Mas que garante serem igualmente comissões para que o processo fosse aprovado.

Disse ainda a mesma assessora, no depoimento recolhido no final de 2004 pela Polícia Judiciária de Setúbal (diligência que foi presidida pela directora do departamento), que Manuel Pedro não estava preocupado com o que os ingleses podiam saber. Garantia mesmo que até que eles se apercebessem do destino das verbas já o dinheiro tinha sido distribuído pelos interessados e as provas destruídas. [...] Read the rest of this entry ?

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Freeportgate: Cândida Almeida

Janeiro 31, 2009

Rui Castro, 31 da Armada:

A maior e mais grave violação do segredo de justiça no caso Freeport terá ocorrido ontem e foi perpetrada pela procuradora Cândida Almeida. [...]

Ontem, a procuradora deu a sua opinião pessoal sobre o caso, tendo chegado ao ponto de dizer que compreendia a indignação do primeiro-ministro.

Se na altura ficámos na dúvida sobre se as notícias vindas a público seriam todas falsas, percebemos já hoje, pela leitura da carta rogatória e através da transcrição de alguns e-mails trocados no seio da empresa Freeport, que a procuradora foi muito além da legitimidade conferida pelo cargo que exerce.

Eu vou um pouco mais longe. Numa das muitas entrevistas que concedeu, Cândida Almeida afirmou que nunca tinha visto o DVD em que Charles Smith afirma ter subornado José Sócrates (e que nem o queria ver). A Carta Rogatória, referida no post anterior, vem aparentemente desmenti-la:

- Pág. 5:

Em resumo, o material fornecido é o seguinte:

[...] iii) Depoimento de Alan Perkins e documentos de apoio associados.

- Pág. 4:

Em acréscimo, as alegações são declaradas por Charles Smith numa reunião realizada com Alan Perkins (um ex-funcionário da Freeport) e com João Cabral no escritório da Freeport em Portugal, no dia 3 de Março de 2006. Alan Perkins gravou um vídeo da reunião sem o conhecimento de Charles Smith. Esse vídeo encontra-se em anexo a um depoimento colhido pela Polícia da Cidade de Londres, que foi divulgado às autoridades portuguesas por meio da Assistência Judiciária Mútua.

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Freeportgate News Alert: Carta Rogatória

Janeiro 31, 2009

Aqui ficam alguns extractos da Carta-Rogatória emitida pelas autoridades britânicas (publicada no site do Expresso):

Além disso, os cidadãos abaixo indicados, que não são do Reino Unido, são considerados como estando sob investigação no sentido de terem solicitado, recebido ou facilitado pagamentos que sejam relevantes aos crimes indicados no Anexo”1”.

7. José Sócrates [...]

No documento, são referidos dois encontros em que o Ministro José Sócrates terá participado, um com alguns representantes da Smith & Pedro e de outras entidades públicas (o único em que o PM assume ter participado), e outro, no mesmo dia, já com a presença de Charles Smith, em que terão sido discutidas as “luvas”: Read the rest of this entry ?