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Insólitos 1: What happened?

Agosto 14, 2008

1. Contrariamente ao que se tinha noticiado na altura, os alegados golpistas em Timor-Leste terão sido executados sumariamente, de acordo com o resultado das autópsias, noticia a SIC (quase em nota de rodapé, curiosamente… ou nem tanto, para quem santificou Ramos Horta).

Afinal, a guerrilha do “sr.” Xanana Gusmão, elevado a herói nacional em Portugal e que salta de tacho em tacho na mais nova República das bananas do Pacífico sul (vulgo, colónia da Austrália), está viva e recomenda-se. Ana Gomes deve estar jubilante com o novo “Estado de direito”que ela ajudou a construir! Matam-se à queima-roupa, matam-se em execuções sumárias, tentam golpes de Estado, vendem-se à Austrália, vendem-se à Indonésia, quase se fazem guerras civis – um belo trabalho, Ana Gomes e turma dos pseudo-direitos humanos (é para onde lhes dá, ou lhes dão…).

E, por cá, entretêm-se alguns bloguistas em chamar de assassinos os snipers (bandidos!) que dispararam contra sequestradores que (só) apontavam armas à cabeça de dois reféns, após terem assaltado uma agência bancária, e que, nas suas próprias palavras, preferiam morrer a serem presos.

2. Um presidiário foragido tentou assaltar uma antiga vacaria, levando consigo uma criança (que morreu), e saiu do tribunal em liberdade, após apresentar o B.I. do irmão.

Dito de outra forma (ou seja, desenvolvida): Um presidiário foragido tentou assaltar uma antiga vacaria (o que quer que isso seja; perante a palavra, só me ocorre hmm.. bovinos?). Mais, levou consigo, qual amuleto, uma criança – e ainda dizem que os pais portugueses não levam os filhos para o trabalho! Infelizmente, a criança morreu, vítima dos disparos da GNR (cedo alguns se apressaram a encontrar incoerências nos relatos da polícia onde não as havia). O indivíduo, juntamente com o seu parceiro de assaltos, foi levado a um juiz de instrução e libertado (leram bem) com algumas condições. Após a libertação, veio a saber-se que ele estava foragido de uma prisão há oito anos (leram bem), sem nunca ter sido encontrado (o MAI deve estar orgulhoso deste record digno do Guiness), e que tinha usado o BI do irmão para se identificar no tribunal, que o aceitou (leram bem, no tribunal ninguém se apercebeu que o BI era de outrem – motivo de alegria para outro Ministro, o da Justiça). Mas há mais. Enquanto o indivíduo estava nas instalações judiciais, alguns agentes da polícia lembraram-se da sua cara, mas não terão sido levados a sério (ou ninguém os quis ouvir, ou coisa que os valha). E ainda há quem diga que há corporativismo entre os juízes e a polícia! Se nem para fazer justiça se entendem, quanto mais para se encobrirem uns aos outros…

+info: RTP, IOL

Esqueçam as séries em que presidentes negros são assassinados, ou em que vários prisioneiros fogem de uma prisão de alta segurança. Esqueçam o humor negro das sitcoms britânicas. Esqueçam tudo e mais alguma coisa que tenham lido. É facto: a realidade supera (e não é por pouco!) a ficção.

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